Microcânulas

A microcânula consiste em uma espécie de agulha, porém, com uma diferença fundamental, não possui ponta. O orifício por onde o produto é liberado fica na lateral possuindo assim uma ponta “rosa”.

Sua característica permite que ela não dilacere os tecidos de modo a não causar lesões nos vasos e tecidos. A microcânula, ao traçar o caminho da área a ser preenchida, vai liberando o produto no trajeto de volta. Ou seja, ao sair, a cânula vai deixando preenchida a região almejada.

A quantidade de produto, seja ele permanente como PMMA (polimetilmetacrilato) ou absorvível como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio, ou ácido polilático, liberado por meio de orifício, vai depender somente da pressão feita sobre o êmbolo e o período em que a cânula permanece no local. O domínio da técnica é muito importante, pois o implante deve ficar bem distribuído e de forma uniforme.

Atualmente, temos diferente tamanhos de microcânulas, diferentes espessuras e comprimentos que variam conforme local a ser implantado, bem como produto a ser utilizado.

Temos dezenas de substâncias preenchedoras e centenas de marcas e modelos no mercado. Não apenas os médicos, mas também pacientes precisam estar atentos aos produtos disponíveis. Cada um possui sua característica específica, densidade, textura, dureza, tempo de atuação, riscos e cuidados.

A cada dia tem-se visto a importância no uso destas microcânulas a fim de prevenir equimoses (roxos), edema, menor trauma e, consequentemente, mais segurança, principalmente frente a possíveis traumas vasculares com obstrução vascular (complicação rara, mas muito temida por médicos que trabalham com substâncias preenchedoras). O que pode ser evitado com uso de microcânulas.